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Paciente no leito hospitalar com máscara de oxigênio e nebulizador

Ventilação não invasiva: indicações, contraindicações e quando usar BIPAP ou CPAP

Equipe Médicos do Futuro Redação clínica Publicado em · 3 min de leitura

Resposta rápida

As indicações de ventilação não invasiva no guia são dispneia moderada a grave, FR ≥ 25, uso de musculatura acessória ou respiração paradoxal, assincronia toracoabdominal, pH < 7,35 com pCO2 > 45 mmHg e PO2/FiO2 < 300. Com contraindicação, considerar IOT. O modo é BIPAP na DPOC e CPAP no edema agudo de pulmão.

A ventilação não invasiva (VNI) é a administração de suporte ventilatório mecânico assistido sem a necessidade de colocar uma via aérea artificial, como a cânula orotraqueal. Na prática do pronto-socorro e da terapia intensiva, a decisão se resume a três perguntas, nessa ordem: o paciente tem indicação, tem contraindicação e qual modo usar.

O guia de terapia intensiva da plataforma organiza o tema exatamente assim, em um fluxograma curto, com os parâmetros iniciais de cada modo.

Ventilação não invasiva: indicações

O guia lista como indicações de VNI:

  • dispneia moderada a grave;
  • FR ≥ 25;
  • uso de musculatura acessória ou respiração paradoxal;
  • assincronia toracoabdominal;
  • pH < 7,35 com pCO2 > 45 mmHg;
  • relação PO2/FiO2 < 300.

A lista mistura dois tipos de critério. Os quatro primeiros são clínicos e aparecem à beira do leito: dispneia, frequência respiratória, uso de musculatura acessória ou respiração paradoxal e assincronia toracoabdominal. Os dois últimos dependem da gasometria: o pH abaixo de 7,35 com pCO2 acima de 45 mmHg e a relação PO2/FiO2 abaixo de 300.

Situações em que a VNI traz benefício

Além dos critérios clínicos e gasométricos, o guia destaca quatro cenários com benefício da VNI:

  • edema agudo de pulmão cardiogênico;
  • exacerbação de DPOC;
  • insuficiência respiratória hipoxêmica;
  • pós-extubação.

Contraindicações: quando pensar em IOT

Antes de instalar a máscara, o fluxograma manda checar contraindicações. Se houver, a conduta é considerar IOT. As contraindicações listadas são:

  • parada respiratória franca ou iminente;
  • instabilidade hemodinâmica;
  • Glasgow < 12;
  • falha de proteção da via aérea (tosse e deglutição);
  • hemorragia digestiva alta ou excesso de secreções;
  • agitação e não colaboração do paciente;
  • trauma, queimadura ou cirurgia facial;
  • alterações anatômicas na face;
  • distensão abdominal e vômitos.

Vale percorrer a lista inteira mesmo quando a indicação é clara, porque, pelo fluxograma, havendo contraindicação a conduta passa a ser considerar IOT.

BIPAP ou CPAP: o modo depende da doença de base

Sem contraindicação, o guia escolhe o modo pela doença de base: BIPAP na DPOC e CPAP no edema agudo de pulmão.

DPOC: BIPAPEdema agudo de pulmão: CPAP
Pressões iniciaisIPAP: iniciar 8 a 12 cm H2O (máximo de 20)EPAP = IPAP: iniciar com 10 cm H2O e aumentar de 2 em 2 até melhora da congestão
Volume corrente-alvo6 a 8 mL/kg de peso ideal6 a 8 mL/kg de peso ideal
FiO2Ajustar para SatO2 de 90 a 94%Ajustar para SatO2 de 90 a 94%

O fluxograma em uma linha

  • Paciente com indicação de VNI.
  • Checar contraindicações. Se houver, considerar IOT.
  • Sem contraindicação, escolher o modo pela doença de base: BIPAP na DPOC, CPAP no edema agudo de pulmão.
  • Ajustar pressões para o volume corrente de 6 a 8 mL/kg de peso ideal e a FiO2 para SatO2 de 90 a 94%.

Indicação, contraindicação e modo: no fluxograma da VNI, havendo contraindicação, a conduta é considerar IOT; sem contraindicação, o modo segue a doença de base.

Interfaces disponíveis

O guia ilustra as interfaces de VNI: nasal, oral, oronasal (facial), almofadas nasais, facial total, "helmet" e peça bucal.

Para ter à mão

Na Plataforma, o guia de terapia intensiva traz a VNI com indicações, contraindicações, fluxograma e parâmetros iniciais por modo. O PS de Bolso 2026 — Ficha Laranja e Vermelha inclui a ventilação não invasiva no módulo de admissão e suporte do paciente grave, junto com oxigenoterapia, sequência rápida de intubação e parâmetros iniciais de ventilação mecânica.

Perguntas frequentes

Quais as contraindicações da ventilação não invasiva?

O guia lista parada respiratória franca ou iminente, instabilidade hemodinâmica, Glasgow < 12, falha de proteção da via aérea, hemorragia digestiva alta ou excesso de secreções, agitação e não colaboração, trauma, queimadura ou cirurgia facial, alterações anatômicas na face, distensão abdominal e vômitos. Havendo contraindicação, considerar IOT.

Como iniciar o BIPAP na exacerbação de DPOC?

No BIPAP, o guia orienta IPAP inicial de 8 a 12 cm H2O, com máximo de 20. O objetivo é volume corrente de 6 a 8 mL/kg de peso ideal, com FiO2 ajustada para SatO2 de 90 a 94%.

Como ajustar o CPAP no edema agudo de pulmão?

No CPAP, EPAP = IPAP. O guia orienta iniciar com 10 cm H2O e aumentar de 2 em 2 até melhora da congestão, buscando volume corrente de 6 a 8 mL/kg de peso ideal e SatO2 de 90 a 94%.

Em quais situações a VNI traz benefício?

O guia cita edema agudo de pulmão cardiogênico, exacerbação de DPOC, insuficiência respiratória hipoxêmica e pós-extubação.

Fontes

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