Pré-natal de risco habitual: as consultas e os exames por trimestre
Resposta rápida
A Caderneta Brasileira da Gestante orienta iniciar o pré-natal até a 12ª semana e realizar no mínimo sete consultas. A programação mínima é mensal até 28 semanas, quinzenal da 28ª à 36ª semana, semanal a partir da 36ª, e no mínimo duas consultas puerperais depois do parto. Os exames são organizados por trimestre, com sífilis e HIV repetidos no terceiro e novamente no parto.
O pré-natal é realizado preferencialmente na Atenção Primária, pelas equipes de Saúde da Família. A Caderneta Brasileira da Gestante, do Ministério da Saúde, organiza esse acompanhamento em duas grades: a de consultas e a de exames.
Quando começar
As consultas devem começar o quanto antes, de preferência até a 12ª semana de gestação — nos primeiros três meses —, e seguir de forma regular até o nascimento.
A programação mínima de consultas
- Até 28 semanas: consultas mensais.
- Da 28ª à 36ª semana: consultas quinzenais.
- A partir da 36ª semana: consultas semanais.
- Após o parto: no mínimo duas consultas puerperais.
O total mínimo declarado é de sete consultas de pré-natal. A grade acima é o que faz esse número acontecer — e é por isso que a gestante que inicia tarde raramente alcança o mínimo.
Exames do 1º trimestre ou da 1ª consulta
- Teste rápido de gravidez
- Hemograma (hemoglobina e hematócrito)
- Tipagem sanguínea (ABO e fator Rh) e Coombs indireto, para gestantes Rh negativo
- Eletroforese de hemoglobina
- Glicemia em jejum — ou TOTG 75 g, se idade gestacional maior que 24 semanas
- Teste rápido para sífilis ou VDRL/RPR
- Teste rápido para HIV ou Anti-HIV I e II
- Teste rápido para hepatite B ou HBsAg; teste rápido para hepatite C ou Anti-HCV
- Sorologia para toxoplasmose (IgG e IgM)
- Teste para HTLV
- Urina tipo I e urocultura com antibiograma
- Doença de Chagas, em casos suspeitos; malária, em regiões endêmicas
- Ultrassonografia obstétrica, idealmente entre 7 e 12 semanas
2º trimestre
- TOTG 75 g, preferencialmente entre 24 e 28 semanas
- Coombs indireto, para Rh negativo com resultado negativo no primeiro trimestre
- Toxoplasmose, se a IgG não for reagente — ou seja, na suscetível
- Malária, em regiões endêmicas
3º trimestre
- Hemograma e glicemia em jejum
- Coombs indireto, para Rh negativo com resultado negativo no primeiro trimestre
- Teste rápido para sífilis e/ou VDRL/RPR
- Teste rápido para HIV ou Anti-HIV I e II
- Toxoplasmose na suscetível; malária em região endêmica
- Urina tipo I e urocultura com antibiograma
No parto ou pós-parto imediato
Teste rápido para HIV; teste rápido para sífilis ou VDRL/RPR; teste rápido para hepatite B e para hepatite C, quando não realizados no pré-natal.
Sífilis e HIV aparecem três vezes na grade: primeiro trimestre, terceiro trimestre e parto. Não é redundância de lista — é a janela de transmissão vertical.
O que não é rotina
A Caderneta é explícita: alguns exames não fazem parte da rotina para todas as gestantes e são solicitados a partir de indicação clínica — sinais, sintomas, histórico ou fatores de risco.
Conduzir isso na consulta
O Guia de Pré-Natal traz essa sequência na ordem em que o pré-natal acontece, com o que pedir e o que fazer com o resultado em cada trimestre.
Perguntas frequentes
Qual é o número mínimo de consultas de pré-natal?
Sete. A Caderneta Brasileira da Gestante orienta realizar no mínimo sete consultas de pré-natal, com programação mensal até 28 semanas, quinzenal da 28ª à 36ª e semanal a partir da 36ª, além de no mínimo duas consultas puerperais.
Todos os exames da lista valem para toda gestante?
Não. A Caderneta registra que alguns exames não fazem parte da rotina para todas as gestantes e são solicitados a partir de indicação clínica — quando há sinais, sintomas, histórico de saúde ou fatores de risco. Chagas em casos suspeitos e malária em regiões endêmicas são exemplos que a própria tabela marca.
Fontes
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