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Pé diabético com infecção grave: qual antibiótico, dose e quando cobrir MRSA

Equipe Médicos do Futuro Redação clínica Publicado em · 2 min de leitura

Resposta rápida

Na infecção moderada ou grave do pé diabético, a primeira opção do guia de Terapia Intensiva é cefepime 2 g EV de 8/8h associado a clindamicina 1200–1800 mg/dia EV de 6/6h, por 10-14 dias. Se houver risco de MRSA, a opção é piperacilina-tazobactam 4,5 g EV de 8/8h com vancomicina 15–20 mg/kg EV de 12/12h.

Para a infecção moderada ou grave do pé diabético, o guia de Terapia Intensiva da Médicos do Futuro traz dois esquemas endovenosos, ambos com associação de antimicrobianos, e um critério para escolher entre eles: o risco de MRSA.

Pé diabético: o que o antibiótico precisa cobrir

O guia descreve os agentes etiológicos como polimicrobianos, com aeróbios e anaeróbios. Os dois esquemas do guia são associações de duas drogas, e nenhum deles é monoterapia.

Antibiótico na infecção moderada e grave

OpçãoMedicamentoDose e intervaloDuração
1ª opçãoCefepime2 g, EV, de 8/8h10-14 dias
Clindamicina1200–1800 mg/dia, EV, de 6/6h
2ª opção (se risco de MRSA)Piperacilina-tazobactam4,5 g, EV, de 8/8h10-14 dias
Vancomicina15–20 mg/kg, EV, de 12/12h

Quando cobrir MRSA

A orientação do guia é considerar cobertura de MRSA nos casos graves. Quando há risco de MRSA, o esquema passa a ser piperacilina-tazobactam associada a vancomicina, no lugar de cefepime com clindamicina.

A duração não muda entre as opções: 10-14 dias em ambas.

Prescrição pronta

1ª opção

  • Cefepime 2 g, EV, de 8/8h, por 10-14 dias.
  • Clindamicina 1200–1800 mg/dia, EV, fracionada de 6/6h, por 10-14 dias.

2ª opção, se risco de MRSA

  • Piperacilina-tazobactam 4,5 g, EV, de 8/8h, por 10-14 dias.
  • Vancomicina 15–20 mg/kg, EV, de 12/12h, por 10-14 dias.

Na clindamicina, a dose está escrita como total diário, dividido em tomadas de 6/6h. Na vancomicina, a dose é por quilo de peso.

Erros comuns na prescrição

  • Prescrever só uma das drogas. Os dois esquemas do guia são associações; cefepime sem clindamicina, ou vancomicina sem piperacilina-tazobactam, não é o que o guia orienta.
  • Escrever a clindamicina como dose por tomada. O valor de 1200–1800 mg é o total do dia, fracionado de 6/6h.
  • Prescrever vancomicina sem o peso. A dose de 15–20 mg/kg depende do peso do paciente, que precisa estar registrado.
  • Deixar a duração em aberto. O guia define 10-14 dias para os dois esquemas.

Pé diabético moderado ou grave: infecção polimicrobiana, esquema em associação e cobertura de MRSA quando houver risco.

Na internação

Este esquema está no guia de Terapia Intensiva da Plataforma Médicos do Futuro, que reúne prescrições, fluxogramas e calculadoras para o paciente internado. O Antibióticos de Bolso 2026 organiza os esquemas por infecção em cada sistema e traz o ajuste renal dos antibióticos.

Perguntas frequentes

Qual o antibiótico de primeira escolha no pé diabético com infecção grave?

No guia de Terapia Intensiva, a primeira opção é cefepime 2 g EV de 8/8h associado a clindamicina 1200–1800 mg/dia EV de 6/6h. A duração é de 10-14 dias.

Quando usar vancomicina no pé diabético?

Quando há risco de MRSA. O esquema passa a ser piperacilina-tazobactam 4,5 g EV de 8/8h com vancomicina 15–20 mg/kg EV de 12/12h. O guia orienta considerar essa cobertura nos casos graves.

Por quanto tempo tratar a infecção do pé diabético?

O guia indica 10-14 dias, tanto no esquema com cefepime e clindamicina quanto no esquema com piperacilina-tazobactam e vancomicina.

Fontes

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