Hiperêmese gravídica: sinais de alarme, conduta na UBS e quando encaminhar ao hospital
Resposta rápida
Na hiperêmese gravídica sem sinais de alarme, o Guia de Pré-Natal orienta conduzir na UBS com apoio psicológico, reorientação alimentar e antiemético oral, de preferência doxilamina, piridoxina ou metoclopramida. Com queda do estado geral, desidratação, distúrbio metabólico ou falha terapêutica, a gestante deve ser encaminhada imediatamente ao hospital.
No Guia de Pré-Natal, náuseas e vômitos e hiperêmese gravídica aparecem como temas separados. Para a hiperêmese, o guia organiza a conduta em um fluxo simples: confirmar o quadro, procurar sinais de alarme e, a partir disso, decidir entre tratar na UBS ou encaminhar.
O que é hiperêmese gravídica
O guia define hiperêmese gravídica como vômitos persistentes e intensos na gestação, com prejuízo alimentar e risco de:
- desidratação;
- perda de peso;
- distúrbios metabólicos, como alcalose, hipocalemia e alterações do metabolismo de carboidratos e gorduras.
A definição do guia junta, portanto, duas coisas: vômitos persistentes e intensos e a repercussão deles na alimentação, na hidratação, no peso e no metabolismo.
Sinais de alarme na hiperêmese gravídica
São três grupos, e qualquer um deles muda a conduta:
- Queda do estado geral: letargia, prostração.
- Sinais de desidratação: mucosas secas, hipotensão, oligúria.
- Sinais de distúrbios metabólicos: alteração de consciência, arritmias.
Conduta sem sinais de alarme (UBS)
Sem sinais de alarme, a gestante segue na UBS. O guia lista quatro frentes:
- Apoio psicológico e ações educativas.
- Reorientação alimentar: fracionar as refeições, evitar jejum prolongado e priorizar alimentos secos e leves.
- Antiemético oral: com preferência para doxilamina, piridoxina ou metoclopramida.
- Monitorar a resposta clínica.
A monitorização é o elo com o próximo passo. Se a resposta não vem, o quadro passa a ser de falha terapêutica, e a conduta muda.
Quando encaminhar ao hospital
Com sinais de alarme ou falha terapêutica, o guia é direto: encaminhar imediatamente ao hospital, com referenciamento. Se houver antiemético injetável disponível na UBS e ele estiver indicado, é possível iniciá-lo antes da transferência, por exemplo metoclopramida IM ou IV.
Vale notar que, nesse tópico, o guia não traz doses nem receita escrita para os antieméticos. Ele cita as opções orais de preferência e o exemplo de antiemético injetável, sem posologia.
O fluxo resumido
| Situação | Conduta no guia |
|---|---|
| Hiperêmese confirmada, sem sinais de alarme | Orientação alimentar + antiemético oral + apoio psicológico |
| Com sinais de alarme ou refratária | Encaminhar ao hospital; pode iniciar antiemético injetável na UBS, se disponível |
Roteiro da consulta
Transformando o fluxo do guia em passos para a consulta:
- Confirmar a hiperêmese pela definição: vômitos persistentes e intensos, com prejuízo alimentar.
- Procurar os três grupos de sinais de alarme: estado geral (letargia, prostração), hidratação (mucosas, pressão arterial, diurese) e sinais metabólicos (nível de consciência, ritmo cardíaco).
- Sem alarme: apoio psicológico, ações educativas, reorientação alimentar e antiemético oral.
- Reavaliar a resposta clínica.
- Com alarme ou sem resposta: encaminhar imediatamente ao hospital, iniciando antiemético injetável na UBS se disponível e indicado.
Erros comuns na condução
- Tratar só com remédio. O guia lista a reorientação alimentar e o apoio psicológico junto do antiemético oral.
- Não reavaliar. Monitorar a resposta clínica faz parte da conduta, e a falha terapêutica é critério de encaminhamento.
- Segurar a gestante com sinais de alarme para medicar. O antiemético injetável na UBS é opcional; o encaminhamento é imediato.
- Examinar sem procurar desidratação. Mucosas secas, hipotensão e oligúria estão entre os sinais de alarme do guia.
Sem sinais de alarme, comida fracionada, antiemético oral e apoio na UBS. Com alarme ou falha, hospital sem demora.
No pré-natal
A conduta de hiperêmese gravídica está no Guia de Pré-Natal 2026, no módulo de patologias comuns na gestação, junto com náuseas e vômitos, HAS, DMG, anemias e ITU. O guia também traz o guia de prescrição da gestante, com mais de trinta queixas de A a Z.
Perguntas frequentes
Quais são os sinais de alarme na hiperêmese gravídica?
O Guia de Pré-Natal lista queda do estado geral (letargia, prostração), sinais de desidratação (mucosas secas, hipotensão, oligúria) e sinais de distúrbios metabólicos (alteração de consciência, arritmias).
Qual antiemético usar na hiperêmese gravídica na UBS?
Sem sinais de alarme, o guia orienta iniciar antieméticos orais, com preferência para doxilamina, piridoxina ou metoclopramida. Junto, reorientação alimentar e apoio psicológico, com monitorização da resposta.
Quando encaminhar a gestante com hiperêmese ao hospital?
Quando houver sinais de alarme ou falha terapêutica. Nesses casos, o encaminhamento é imediato. Se disponível na UBS e indicado, pode-se iniciar antiemético injetável, como metoclopramida IM ou IV.
Que orientação alimentar dar na hiperêmese?
O guia orienta fracionar as refeições, evitar jejum prolongado e priorizar alimentos secos e leves.
Fontes
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