Epistaxe: conduta no plantão com adrenalina, compressão e ácido tranexâmico
Resposta rápida
Na conduta da epistaxe, o Guia da UPA orienta embeber gaze com adrenalina 1:1000 (1 mg/mL) para aplicação tópica nasal com compressão digital por 10 min e ácido tranexâmico EV, 03 ampolas de 250 mg/5 mL (750 mg), EV lento. Na alta, ácido tranexâmico 500 mg VO de 8/8h por 3-5 dias e soro nasal.
Na epistaxe, o médico de plantão precisa ter a prescrição inteira à mão, da sala à alta. O Guia da UPA resolve o tema em uma prescrição dividida em três momentos: o esquema principal na sala, um esquema alternativo e a prescrição para casa.
A seguir, cada etapa como está no guia, com as doses, as vias e os detalhes de preparo que costumam gerar dúvida na hora de escrever.
Epistaxe: conduta local com adrenalina e compressão
No esquema principal, a medida local é feita com adrenalina 1:1000 (1 mg/mL), ampolas em SOS: embeber uma gaze, aplicar por via tópica nasal e fazer compressão digital por 10 min.
Na prescrição, vale escrever o tempo de compressão junto com a adrenalina. É o detalhe que define a técnica e que se perde quando a receita traz só o nome da droga.
Ácido tranexâmico endovenoso
O terceiro item do esquema principal é o ácido tranexâmico EV 250 mg/5 mL, 03 ampolas: administrar as 03 ampolas (15 mL = 750 mg), EV lento, em dose única, SOS.
O guia já traz a conta feita: três ampolas de 5 mL somam 15 mL e 750 mg. Escrever o volume e a dose total na prescrição ajuda a enfermagem a conferir antes de aplicar.
Captopril e anlodipino na prescrição
O esquema principal inclui captopril 25 mg, 01 comprimido sublingual, em dose única, SOS. No esquema alternativo, o guia traz o anlodipino 5 mg, 01 comprimido VO, também em dose única, SOS.
Prescrição pronta no plantão
Esquema principal
- USO SUBLINGUAL — Captopril 25 mg, 01 cp. Tomar 01 comprimido, SL, dose única, SOS.
- USO INTRANASAL — Adrenalina 1:1000 1 mg/mL, ampolas SOS. Embeber gaze, tópico nasal, compressão digital 10 min, SOS.
- USO ENDOVENOSO — Ácido tranexâmico EV 250 mg/5 mL, 03 ampolas. Administrar 03 ampolas (15 mL = 750 mg), EV lento, dose única, SOS.
Esquema alternativo
- USO ORAL — Anlodipino 5 mg, 01 cp. Tomar 01 comprimido, VO, dose única, SOS.
Prescrição de alta
- USO ORAL — Ácido tranexâmico VO 250 mg, 24 comprimidos. Tomar 02 comprimidos (500 mg), VO, de 8/8h, por 3-5 dias.
- USO INTRANASAL — Soro fisiológico 0,9% spray nasal, 01 frasco. 02-03 jatos em cada narina, 3-4x/dia, por 7-10 dias.
Na alta, o ácido tranexâmico passa para a via oral, e o soro nasal entra por mais tempo.
Na sala: adrenalina na gaze com compressão por 10 min e ácido tranexâmico EV. Em casa: ácido tranexâmico oral e soro nasal.
No plantão
O Guia da UPA 2026 traz a epistaxe no módulo respiratório e via aérea, com esquema principal, alternativo e prescrição de alta separados, cada item com dose, via, intervalo e quantidade.
Perguntas frequentes
Como usar a adrenalina na epistaxe?
O Guia da UPA usa adrenalina 1:1000 (1 mg/mL) para embeber uma gaze, com aplicação tópica nasal e compressão digital por 10 min. O item fica em SOS na prescrição.
Qual a dose de ácido tranexâmico EV na epistaxe?
São 03 ampolas de 250 mg/5 mL, ou seja, 15 mL e 750 mg, EV lento, em dose única, SOS.
O que prescrever na alta da epistaxe?
Ácido tranexâmico VO 250 mg, 02 comprimidos (500 mg) de 8/8h por 3-5 dias, com 24 comprimidos na receita. Também soro fisiológico 0,9% spray nasal, 02-03 jatos em cada narina, 3-4x/dia, por 7-10 dias.
Fontes
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