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Dois médicos de jaleco analisam exames de imagem em monitores de computador

Diverticulite aguda: tratamento por Hinchey, quando dar antibiótico e a hora da colonoscopia

Equipe Médicos do Futuro Redação clínica Publicado em · 3 min de leitura

Resposta rápida

No tratamento da diverticulite aguda não complicada (Hinchey 0) em imunocompetente sem inflamação sistêmica, o antibiótico não é de rotina. Na complicada leve a moderada, o guia usa piperacilina-tazobactam ou ceftriaxona com metronidazol; nos quadros graves, meropenem ou cefepime com metronidazol. A colonoscopia fica para 6 a 8 semanas após a resolução.

Diante de uma diverticulite aguda no plantão, a primeira pergunta depois da confirmação é se o paciente precisa de antibiótico e, se precisar, qual. O guia de Urgência e Emergência da Médicos do Futuro responde separando a diverticulite não complicada (Hinchey 0) da complicada e, dentro da complicada, os quadros leves a moderados dos graves.

O tema fecha com uma pergunta que vale para depois do episódio agudo: quando indicar a colonoscopia. Abaixo, cada um desses pontos, com as doses e a diluição que o guia prescreve.

Diverticulite não complicada: antibiótico é de rotina?

Não. Para a diverticulite aguda não complicada (Hinchey 0), em paciente imunocompetente e sem sinais de inflamação sistêmica, o guia diz que a antibioticoterapia não é recomendada de rotina.

O antibiótico deve ser considerado nestas situações:

  • Múltiplas comorbidades.
  • Imunocomprometimento.
  • Uso de medicamentos imunossupressores.
  • Presença de sinais de comprometimento sistêmico.

Fora dessas situações, o paciente com Hinchey 0, imunocompetente e sem inflamação sistêmica, segue sem antibiótico de rotina, segundo o guia.

Diverticulite complicada: tratamento por gravidade

CenárioOpção 1Opção 2
Complicada, quadros leves a moderadosPiperacilina-tazobactam em monoterapiaCeftriaxona associada a metronidazol
Complicada, quadros gravesMeropenem em monoterapiaCefepime associado a metronidazol

Repare na lógica da tabela: em cada cenário há uma opção em monoterapia e uma associação com metronidazol. Com a gravidade, a piperacilina-tazobactam dá lugar ao meropenem, e a ceftriaxona dá lugar ao cefepime.

As doses e a diluição

A prescrição hospitalar do guia, item por item:

  • Piperacilina-tazobactam 4g-0,5g/20 mL: aplicar 1 ampola (4 g) em 250 mL de SF, IV, de 6/6h.
  • Metronidazol 500 mg/100 mL: aplicar 1 bolsa (500 mg), IV, de 8/8h.
  • Ceftriaxona pó injetável 500 mg ou 1 g: aplicar 2 ampolas (2 g) em 40 mL de SF, IV em 30 min, de 24/24h. Não diluir em Ringer.
  • Meropenem pó injetável 500 mg ou 1 g: aplicar 1 ampola de 1 g em 100 mL de SF, IV, de 8/8h.
  • Cefepime pó injetável 1 g ou 2 g: aplicar 1 ampola de 2 g em 100 mL de SF, IV, de 8/8h.

Prescrição pronta por cenário

Complicada, leve a moderada (escolher uma opção)

  • Opção 1: piperacilina-tazobactam 4 g em 250 mL de SF, IV, de 6/6h.
  • Opção 2: ceftriaxona 2 g em 40 mL de SF, IV em 30 min, de 24/24h, associada a metronidazol 500 mg, IV, de 8/8h.

Complicada, grave (escolher uma opção)

  • Opção 1: meropenem 1 g em 100 mL de SF, IV, de 8/8h.
  • Opção 2: cefepime 2 g em 100 mL de SF, IV, de 8/8h, associado a metronidazol 500 mg, IV, de 8/8h.

Quando indicar colonoscopia na diverticulite

O guia é claro em dois pontos de tempo:

  • A colonoscopia não deve ser feita na fase aguda.
  • O exame deve ser realizado entre 6 e 8 semanas após a resolução completa do quadro, com o objetivo de excluir neoplasia colorretal.

Ela é especialmente recomendada em três situações: diverticulite complicada, achados radiológicos atípicos e evolução clínica atípica.

Hinchey 0 em imunocompetente sem inflamação sistêmica dispensa antibiótico de rotina; colonoscopia só depois de 6 a 8 semanas da resolução.

No plantão

O Guia da UPA 2026 traz a diverticulite aguda, com os esquemas de antibiótico por gravidade e a indicação de colonoscopia. Para o pronto-socorro de baixa complexidade, o PS de Bolso 2026 — Ficha Verde e Amarela tem um módulo de náusea, vômito e trato digestivo.

Perguntas frequentes

Toda diverticulite precisa de antibiótico?

Não. Na diverticulite não complicada (Hinchey 0), em imunocompetente e sem sinais de inflamação sistêmica, o guia não recomenda antibiótico de rotina. Ele deve ser considerado com múltiplas comorbidades, imunocomprometimento, uso de imunossupressores ou sinais de comprometimento sistêmico.

Qual antibiótico usar na diverticulite complicada?

Nos quadros leves a moderados, piperacilina-tazobactam em monoterapia ou ceftriaxona com metronidazol. Nos quadros graves, meropenem em monoterapia ou cefepime com metronidazol.

Quando pedir colonoscopia depois de uma diverticulite?

Entre 6 e 8 semanas após a resolução completa do quadro, para excluir neoplasia colorretal. O guia contraindica o exame na fase aguda e o recomenda especialmente na diverticulite complicada e em achados radiológicos ou evolução clínica atípicos.

Como diluir a ceftriaxona na diverticulite?

O guia prescreve 2 ampolas (2 g) em 40 mL de SF, IV em 30 min, de 24/24h. A observação é não diluir em Ringer.

Fontes

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