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Monitor multiparamétrico exibindo traçado em sala de emergência

Dor torácica na UPA: o ECG em até 10 minutos e a conduta inicial

Equipe Médicos do Futuro Redação clínica Publicado em · 4 min de leitura

Resposta rápida

A Diretriz Brasileira de Atendimento à Dor Torácica na Unidade de Emergência, de 2025, coloca o ECG de 12 derivações em repouso como ferramenta diagnóstica de primeira linha na suspeita de síndrome coronariana aguda: deve ser realizado em até 10 minutos após a chegada ao pronto-socorro — ou, idealmente, já no primeiro contato pré-hospitalar — e ser imediatamente interpretado. Na dor persistente, repete-se o ECG a cada 10 a 20 minutos.

Numa UPA cheia, dor torácica é a queixa em que o relógio começa a contar antes de qualquer decisão clínica. A diretriz brasileira de 2025 fixa esse relógio em um número: dez minutos.

O que a diretriz diz, na letra

"O ECG de 12 derivações em repouso é a ferramenta diagnóstica de primeira linha na avaliação de pacientes com suspeita de SCA. Deve ser realizado em até 10 minutos após a chegada do paciente ao PS ou, idealmente, no primeiro contato com os serviços médicos de emergência, em ambiente pré-hospitalar, e ser imediatamente interpretado."

Há duas exigências aí, e a segunda é a que mais se perde no plantão: o exame feito em dez minutos e deixado na bandeja não cumpre a recomendação. A interpretação é parte do prazo.

A abertura do protocolo

A conduta inicial que a diretriz descreve acontece em paralelo, não em fila:

  • Saturação: checar, com oxigenioterapia se saturação < 90%.
  • Acesso venoso: obter, coletando sangue para os exames laboratoriais durante a punção.
  • Eletrocardiograma: em até 10 minutos, com avaliação médica imediata.

Coletar o sangue durante a punção do acesso é o detalhe que economiza uma segunda punção e adianta o marcador — pequeno na descrição, grande no tempo de porta.

Um ECG não basta

A diretriz trata o ECG inicial como o primeiro de uma série, não como veredito. Em pacientes com sintomas persistentes, deve-se repetir o ECG a cada 10 a 20 minutos. E o protocolo prevê, junto, seriar marcadores e solicitar os exames dirigidos aos diagnósticos diferenciais.

O primeiro ECG normal em paciente com dor não encerra a investigação. Ele apenas marca o início dela.

Além da coronária

A abertura do protocolo de dor torácica existe para identificar precocemente as condições que matam rápido — e a diretriz trata explicitamente dos diagnósticos diferenciais de urgência, entre eles o pneumotórax hipertensivo, descrito como grave e de identificação e tratamento imediatos, sobretudo no contexto de trauma.

Ter o protocolo escrito

O que faz a diferença entre dez e quarenta minutos raramente é conhecimento. É haver uma sequência definida antes do paciente chegar.

O Guia da UPA traz essa sequência pronta — o que pedir, o que registrar e o que reavaliar —, escrita para consultar entre um atendimento e outro.

Perguntas frequentes

Os 10 minutos contam a partir de quando?

Da chegada do paciente ao pronto-socorro — ou, idealmente, do primeiro contato com os serviços médicos de emergência, ainda no ambiente pré-hospitalar. A diretriz acrescenta que o traçado deve ser imediatamente interpretado, não apenas realizado.

ECG inicial normal permite liberar o paciente?

Não por si só. A diretriz orienta repetir o ECG — a cada 10 a 20 minutos quando os sintomas são persistentes — e seriar marcadores, além de solicitar exames dirigidos aos diagnósticos diferenciais.

Fontes

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