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Profissional de saúde faz curativo com gaze na mão de um paciente

Celulite e erisipela: na dúvida, tratar como celulite

Equipe Médicos do Futuro Redação clínica Publicado em · 4 min de leitura

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O guia da Anvisa para a APS registra que a distinção clínica entre celulite e erisipela é difícil e que, na dúvida, deve-se tratar como celulite. O diagnóstico é clínico, e as opções são cefalexina 1 g VO 6/6h ou amoxicilina-clavulanato 500/125 mg VO 8/8h, por 5 a 7 dias. Sinais de sepse, infecção rapidamente progressiva, dor desproporcional ao exame físico ou sinais de infecção necrotizante justificam hospitalização imediata e intervenção cirúrgica.

Erisipela e celulite chegam do mesmo jeito à UBS: eritema, edema, dor e calor, em quadro agudo e em geral unilateral. O guia da Anvisa resolve a hesitação diagnóstica com uma frase prática — a distinção clínica entre celulite e erisipela é difícil e, na dúvida, trata-se como celulite.

O que distingue as duas, quando distingue

  • Erisipela clássica: mancha vermelha brilhante, com borda elevada e claramente demarcada.
  • Celulite: envolve camadas mais profundas e caracteriza-se por bordas indistintas e não elevadas.

Os agentes mais comuns são Staphylococcus aureus e Streptococcus spp. O diagnóstico é clínico — e o guia alerta que ambas podem cursar com quadro grave e rapidamente progressivo, o que obriga a avaliar necessidade de hospitalização já na primeira consulta.

As situações que mudam o destino do paciente

O documento destaca as situações de alerta que justificam hospitalização imediata e intervenção cirúrgica:

  • Sinais de sepse ou choque séptico;
  • Infecção rapidamente progressiva;
  • Dor desproporcional aos achados do exame físico;
  • Sinais de infecção necrotizante.

Dor desproporcional ao que se vê não é paciente exagerando. É o sinal que separa uma celulite de uma fasceíte.

O que fazer além do antibiótico

  • Procurar a porta de entrada — onicomicoses ou micoses superficiais, como Tinea pedis — e tratá-la, para evitar recorrência das infecções.
  • Marcar a extensão da infecção com caneta cirúrgica, para avaliar objetivamente a progressão da lesão na reavaliação.
  • Gerenciar condições subjacentes: diabetes melito, insuficiência venosa, eczema e edema.
  • Recomendar elevação do membro acometido.

A caneta cirúrgica é o detalhe mais barato e mais útil dessa lista: transforma "parece que aumentou" em medida verificável no retorno.

As doses

  • Cefalexina — adulto: 1 g VO 6/6h por 5 a 7 dias. Criança: 100 mg/kg/dia dividido de 6/6h (máximo 1 g por dose) por 5 a 7 dias.
  • Amoxicilina-clavulanato — adulto: 500/125 mg VO 8/8h por 5 a 7 dias. Criança: 50 a 90 mg/kg/dia (componente amoxicilina) VO dividido de 8/8h por 5 a 7 dias.

Na consulta

O Guia de Dermatoses e o Guia da UBS trazem a descrição da lesão, os sinais de alerta e a dose lado a lado — para decidir entre tratar em casa e encaminhar sem hesitar.

Perguntas frequentes

Como diferenciar celulite de erisipela na prática?

O guia reconhece que a distinção clínica é difícil e orienta que, na dúvida, se trate como celulite. Quando dá para distinguir: a erisipela clássica tem borda elevada e claramente demarcada; a celulite envolve camadas mais profundas e tem bordas indistintas e não elevadas.

Quando encaminhar em vez de tratar na unidade?

Diante de sinais de sepse ou choque séptico, infecção rapidamente progressiva, dor desproporcional aos achados do exame físico ou sinais de infecção necrotizante — o guia classifica essas como situações de alerta que justificam hospitalização imediata e intervenção cirúrgica.

Fontes

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