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Mão enluvada ajusta lâmina no microscópio de um laboratório

Rastreamento do câncer do colo do útero: idade, intervalo, HIV e conduta por resultado

Equipe Médicos do Futuro Redação clínica Publicado em · 3 min de leitura

Resposta rápida

No rastreamento do câncer do colo do útero, o UBS de Bolso indica colpocitologia anual dos 25 aos 64 anos, após a sexarca. Depois de 2 exames anuais consecutivos negativos, passa a cada 3 anos. Na paciente com HIV, começa após a sexarca, a cada 6 meses no 1º ano, e depois conforme o CD4.

O rastreamento do câncer do colo do útero é rotina na UBS, mas as perguntas que travam a consulta são sempre as mesmas: com que idade começar, quando espaçar o intervalo, o que muda na paciente com HIV e o que fazer com cada resultado alterado da colpocitologia.

O UBS de Bolso organiza o tema em três blocos: o rastreamento padrão, o rastreamento na paciente HIV positivo e a conduta por alteração. É essa estrutura que seguimos aqui.

Rastreamento do câncer do colo do útero: quem e com que frequência

No guia, o rastreamento padrão é feito com colpocitologia oncótica:

  • Público-alvo: 25 a 64 anos, após o início da vida sexual.
  • Frequência inicial: anual.
  • Frequência de manutenção: após 2 exames anuais consecutivos negativos, o intervalo passa a ser a cada 3 anos.

Na prática, isso exige olhar o histórico antes de pedir o exame. A paciente que já tem dois resultados anuais negativos seguidos entra no intervalo de 3 anos.

Rastreio na paciente com HIV

Aqui o guia muda o início e a frequência:

  • O rastreio deve começar logo após a sexarca.
  • No 1º ano: repetir a cada 6 meses.
  • A partir do 2º ano, conforme a imunidade: com CD4 ≥ 200, passar para rastreio anual; com CD4 abaixo de 200, manter a cada 6 meses.

Ou seja, a partir do 2º ano é o CD4 que define se o exame é anual ou semestral.

Conduta na LIE-BG (LSIL)

Para lesão intraepitelial de baixo grau, o UBS de Bolso separa por idade:

  • Menores de 25 anos: repetir a colpocitologia em 3 anos.
  • 25 anos ou mais: repetir a colpocitologia em 6 meses. Se uma nova LIE-BG for detectada, encaminhar para colposcopia.

Conduta no ASC-US

Para células escamosas atípicas de significado indeterminado, a divisão tem três faixas:

IdadeCondutaSe o ASC-US persistir
Menores de 25 anosRepetir a colpocitologia em 3 anos—
25 a 29 anosRepetir a colpocitologia em 12 mesesEncaminhar para colposcopia
30 anos ou maisRepetir a colpocitologia em 6 mesesEncaminhar para colposcopia

Na paciente com HIV, qualquer LIE-BG ou ASC-US já tem indicação direta de colposcopia.

Essa é a regra especial do guia para HIV positivo, e ela passa por cima das tabelas de repetição por idade.

Alto grau e outras atipias: encaminhar

Os resultados ASC-H, AGC (AGUS), LIE-AG (HSIL) e AOI têm uma conduta só no guia: encaminhar imediatamente ao ginecologista, com indicação direta de colposcopia. O guia não prevê repetir a citologia antes de encaminhar nesses casos.

Erros comuns no seguimento

  • Manter o exame anual para sempre. Após 2 anuais consecutivos negativos, o intervalo no guia passa a 3 anos.
  • Aplicar o intervalo padrão na paciente com HIV. No 1º ano, é a cada 6 meses, e depois depende do CD4.
  • Repetir a citologia em paciente com HIV e LIE-BG ou ASC-US. O guia indica colposcopia direto.
  • Usar a mesma conduta para LIE-BG e ASC-US. A faixa de 25 a 29 anos com ASC-US repete em 12 meses, não em 6.
  • Segurar um laudo de alto grau na unidade. ASC-H, AGC, LIE-AG e AOI vão para o ginecologista imediatamente.

Na consulta

O UBS de Bolso 2026 traz o rastreio do câncer de colo de útero na parte de saúde da mulher, com público-alvo, frequência, a regra para pacientes com HIV e a conduta para cada resultado alterado, no formato de consulta rápida.

Perguntas frequentes

Com que idade começa o rastreamento do câncer do colo do útero?

No UBS de Bolso, o público-alvo é de 25 a 64 anos, após o início da vida sexual. Na paciente com HIV, o rastreio deve começar logo após a sexarca.

Quando o preventivo passa a ser a cada 3 anos?

Depois de 2 exames anuais consecutivos negativos. Até lá, a frequência é anual. Essa regra é do rastreamento padrão; para a paciente com HIV, o guia traz um esquema próprio.

Qual a frequência do rastreio na paciente com HIV?

No 1º ano, a cada 6 meses. A partir do 2º ano, depende da imunidade: com CD4 ≥ 200, passa a anual; com CD4 abaixo de 200, mantém a cada 6 meses.

O que fazer com um ASC-US em paciente entre 25 e 29 anos?

Nessa faixa, o guia orienta repetir a colpocitologia em 12 meses. Se um novo ASC-US for detectado, encaminhar para colposcopia. Se a paciente tiver HIV, a indicação de colposcopia é direta.

Fontes

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