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Pessoa lavando as mãos na pia com água corrente

Paroníquia (unheiro): tratamento da forma aguda e crônica e quando drenar

Equipe Médicos do Futuro Redação clínica Publicado em · 3 min de leitura

Resposta rápida

No tratamento da paroníquia aguda sem abscesso, o Guia de Dermatoses indica banhos de água morna e antissépticos. Com abscesso, a conduta é drenagem cirúrgica do pus, com antibiótico oral, como cefalexina, se houver celulite associada. Na forma crônica, manter as mãos secas, evitar irritantes, usar luvas e tratar com antifúngico tópico e, por vezes, corticoide.

A paroníquia, o popular unheiro, é um processo inflamatório e/ou infeccioso das dobras de tecido ao redor da unha, as pregas ungueais. A pergunta que define a conduta vem antes de qualquer receita: o quadro é agudo ou crônico? E, se for agudo, tem abscesso?

O Guia de Dermatoses 2026 separa o tratamento exatamente por essas perguntas. A paroníquia aguda é geralmente bacteriana; a crônica, geralmente fúngica ou irritativa. Cada uma pede uma abordagem diferente.

Paroníquia aguda e crônica: como diferenciar

AgudaCrônica
Causa habitualGeralmente bacterianaGeralmente fúngica ou irritativa
LesãoEritema, edema e dor intensa na prega ungueal lateral ou proximal, com possível abscesso com pusEdema menos pronunciado, ausência de cutícula, episódios de inflamação leve e, por vezes, secreção clara
Unha—Pode apresentar ondulações
Contexto típicoApós pequenos traumas, como roer unhas ou manicureExposição constante à umidade, como em trabalhadores domésticos e cozinheiros

O guia lembra que a paroníquia acontece em qualquer idade. O que muda é o contexto: o pequeno trauma recente aponta para a forma aguda, e a exposição contínua à umidade, para a crônica. Por isso, vale perguntar na anamnese sobre manicure, hábito de roer unhas e ocupação.

Paroníquia aguda sem abscesso: tratamento

Quando não há abscesso, o guia orienta:

  • Banhos de água morna;
  • Antissépticos.

Não há antibiótico oral nessa situação no guia. A conduta é local.

Paroníquia aguda com abscesso: drenagem

Com abscesso, a conduta muda:

  • Drenagem cirúrgica do pus.
  • Antibiótico oral, como a cefalexina, se houver celulite associada.

O detalhe importante está na condição do antibiótico. No guia, ele entra quando há celulite associada, e não pelo simples fato de existir abscesso. Para o abscesso em si, a conduta é a drenagem.

Sem abscesso, água morna e antisséptico. Com abscesso, drenar. Antibiótico oral, só se houver celulite associada.

Paroníquia crônica: tratamento

Na forma crônica, o guia combina medidas de proteção das mãos com tratamento tópico:

  • Manter as mãos secas;
  • Evitar irritantes;
  • Usar luvas;
  • Tratamento tópico com antifúngicos e, por vezes, corticoides.

As três primeiras medidas conversam diretamente com o contexto da forma crônica, ligada à exposição constante à umidade. Para o paciente que trabalha com as mãos molhadas, o uso de luvas e o cuidado em manter as mãos secas fazem parte do tratamento, junto com o antifúngico tópico.

O que orientar ao paciente

Boa parte da conduta do guia depende do próprio paciente, então vale deixar as orientações por escrito:

  • Na forma aguda sem abscesso: como fazer os banhos de água morna e qual antisséptico usar.
  • Na forma crônica: manter as mãos secas, usar luvas e evitar irritantes no dia a dia, inclusive no trabalho.

Resumo da conduta por situação

SituaçãoConduta no guia
Aguda sem abscessoBanhos de água morna e antissépticos
Aguda com abscessoDrenagem cirúrgica do pus
Aguda com celulite associadaAntibiótico oral, como cefalexina
CrônicaMãos secas, evitar irritantes, luvas, antifúngico tópico e, por vezes, corticoide

Erros comuns na conduta

  • Antibiótico para toda paroníquia: no guia, o antibiótico oral fica reservado para a celulite associada.
  • Tratar abscesso sem drenar: com pus, a conduta é a drenagem cirúrgica.
  • Tratar a forma crônica só com creme: sem mãos secas, luvas e afastamento de irritantes, a conduta do guia fica incompleta.
  • Confundir as formas: dor intensa e abscesso apontam para a aguda; ausência de cutícula e unha com ondulações, para a crônica.

Na consulta

O Guia de Dermatoses 2026 traz a paroníquia com descrição das formas aguda e crônica, faixa etária e conduta para cada situação, para comparar com a lesão do paciente e decidir o tratamento.

Perguntas frequentes

Paroníquia precisa de antibiótico?

Segundo o Guia de Dermatoses, o antibiótico oral, como a cefalexina, entra quando há celulite associada. Na forma aguda sem abscesso, a conduta é banho de água morna e antisséptico.

Quando drenar a paroníquia?

O guia indica drenagem cirúrgica do pus quando a paroníquia aguda tem abscesso. A drenagem é a conduta principal nessa situação.

Como tratar a paroníquia crônica?

O guia orienta manter as mãos secas, evitar irritantes e usar luvas. O tratamento tópico é feito com antifúngicos e, por vezes, corticoides.

Qual a diferença entre paroníquia aguda e crônica?

A aguda é geralmente bacteriana, com eritema, edema e dor intensa, e costuma surgir após pequenos traumas. A crônica é geralmente fúngica ou irritativa, com edema menos pronunciado, ausência de cutícula e relação com exposição constante à umidade.

Fontes

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