Herpes labial: como reconhecer, evolução da lesão e primoinfecção
Resposta rápida
No herpes labial, o Guia de Dermatoses 2026 descreve pródromo de formigamento e ardência, seguido de vesículas agrupadas sobre base eritematosa, que evoluem para pústulas, erosões e crostas e cicatrizam sem marcas. As recorrências vêm da latência viral nos gânglios sensoriais. Na primoinfecção, geralmente entre 6 meses e 5 anos, pode surgir gengivoestomatite.
O herpes labial costuma ser reconhecido pela sequência que o paciente descreve e pelo aspecto da lesão: primeiro um formigamento, depois vesículas agrupadas, por fim crostas. Saber essa sequência ajuda a identificar o quadro em qualquer fase, a separar a primoinfecção da recorrência e a responder às dúvidas mais comuns do paciente.
O Guia de Dermatoses 2026 trata o tema dentro de herpes simples, com a definição, a descrição clínica da lesão e a faixa etária típica. É esse conteúdo que organizamos abaixo.
O que é o herpes simples
O guia define o herpes simples como uma infecção viral causada pelo vírus Herpes Simplex, com HSV-1 principalmente em crianças. A característica central é a recorrência: as lesões vesiculares voltam por causa da latência viral nos gânglios sensoriais.
Em outras palavras, o vírus não some depois do primeiro episódio. Ele permanece latente, e é dessa latência que vêm os novos surtos de lesões vesiculares no mesmo paciente.
Como a lesão evolui
A sequência descrita no guia ajuda a reconhecer o quadro em qualquer fase:
- Pródromo: formigamento e ardência no local.
- Vesículas agrupadas sobre base eritematosa.
- Pústulas.
- Erosões.
- Crostas.
- Cicatrização sem marcas.
Repare que a lesão muda de aspecto ao longo do episódio. Um paciente que chega na fase de crostas tem o mesmo quadro de quem chega com vesículas agrupadas; o que muda é o momento da evolução. Por isso o pródromo de formigamento e ardência, que no guia antecede as vesículas, é uma parte importante da história clínica, assim como os episódios anteriores, já que as lesões são recorrentes.
Onde aparece
A predileção, segundo o guia, é perioral, perinasal, ocular e genital. O herpes labial é a apresentação perioral desse mesmo quadro, e as lesões perinasais seguem a mesma sequência de vesículas, pústulas, erosões e crostas.
Primoinfecção: a gengivoestomatite
A primeira infecção nem sempre se parece com a lesão labial clássica. O guia descreve que a primoinfecção pode se manifestar como gengivoestomatite, com múltiplas úlceras orais dolorosas, febre e linfadenopatia.
Quanto à idade, a primoinfecção ocorre geralmente entre 6 meses e 5 anos. As recorrências podem começar na infância ou na adolescência e persistir por toda a vida.
| Primoinfecção | Recorrência | |
|---|---|---|
| Idade típica no guia | Entre 6 meses e 5 anos | Pode começar na infância ou adolescência e persistir por toda a vida |
| Apresentação | Pode ser gengivoestomatite: múltiplas úlceras orais dolorosas, febre e linfadenopatia | Pródromo, vesículas agrupadas sobre base eritematosa, pústulas, erosões, crostas e cicatrização sem marcas |
Pródromo de formigamento, vesículas agrupadas, crosta e cicatrização sem marca: é o roteiro clínico do herpes simples no guia.
O que o guia permite responder ao paciente
- Por que voltou: pela latência viral nos gânglios sensoriais.
- Se vai deixar marca: segundo o guia, a cicatrização ocorre sem marcas.
- Por que a criança teve feridas na boca e febre: a primoinfecção pode se manifestar como gengivoestomatite, geralmente entre 6 meses e 5 anos.
Erros comuns
- Não reconhecer a gengivoestomatite como possível primoinfecção herpética na criança.
- Descartar herpes porque a lesão já está em crosta, quando a crosta é uma das fases descritas no guia.
- Esquecer as outras localizações: além da perioral, o guia cita perinasal, ocular e genital.
Na consulta
O herpes simples está no módulo de infecções e infestações do Guia de Dermatoses 2026, com o que é, a descrição da lesão e a idade mais comum.
Perguntas frequentes
Como é a primoinfecção herpética na criança?
O Guia de Dermatoses descreve que pode se manifestar como gengivoestomatite, com múltiplas úlceras orais dolorosas, febre e linfadenopatia. A primoinfecção ocorre geralmente entre 6 meses e 5 anos.
Por que o herpes labial volta?
Pela latência viral nos gânglios sensoriais. As recorrências podem começar na infância ou na adolescência e persistir por toda a vida.
O herpes labial deixa cicatriz?
Segundo o guia, a lesão evolui de vesículas para pústulas, erosões e crostas, com cicatrização sem marcas.
Fontes
Leia também
Hemangioma infantil: como reconhecer, quando só acompanhar e quando tratar com propranolol
O hemangioma infantil é o tumor mais comum da infância: surge nas primeiras semanas de vida, cresce até 6-12 meses e involui entre 3-7 anos na maioria dos casos. Lesões pequenas, não ulceradas e sem…
· 3 min de leitura
Ler agoraFurunculose de repetição na infância: profilaxia com mupirocina e tratamento do episódio
Na furunculose de repetição na infância, o UBS de Bolso prescreve profilaxia com mupirocina pomada 2%: passar atrás das orelhas, nas narinas, axilas e virilhas, à noite, nos 7 primeiros dias de cada…
· 3 min de leitura
Ler agoraEstrófulo (prurigo estrófulo): tratamento com hidroxizina, corticoide tópico e repelente
No tratamento do estrófulo, o UBS de Bolso usa compressa fria local e repelente, associados a hidroxizina por via oral e a um corticoide tópico, como ácido fusídico com betametasona de 8 em 8 horas p…
· 3 min de leitura
Ler agora