Crise hipertensiva na gestante: hidralazina EV ou nifedipino oral, dose e dose máxima
Resposta rápida
Na crise hipertensiva da gestante (hipertensão aguda grave), o Guia de Pré-Natal usa hidralazina 1 a 10 mg EV lenta, repetível após 20 a 30 minutos, com dose máxima de 20 mg. A alternativa é nifedipino de liberação imediata 10 mg ou 20 mg, 1 comprimido a cada 30 minutos até PAS < 160 mmHg e PAD < 110 mmHg.
A gestante com pressão muito alta exige uma prescrição que não deixa margem para dúvida de dose. O Guia de Pré-Natal resolve a hipertensão aguda grave com duas drogas, uma endovenosa e uma oral, cada uma com dose, intervalo de repetição e limite.
As duas aparecem com categoria de segurança na gestação C, e o guia acrescenta observações clínicas sobre uso hospitalar e monitorização.
Crise hipertensiva na gestante: hidralazina EV
Apresentação: hidralazina 20 mg/mL, ampola de 1 mL.
- Diluição: diluir 1 mL em 9 mL de SF 0,9%.
- Dose: administrar 1 a 10 mg, via endovenosa lenta.
- Repetição: pode ser repetida após 20 a 30 minutos, se necessário.
- Dose máxima: 20 mg.
O guia marca a hidralazina como de uso hospitalar e orienta monitorar PA e frequência cardíaca.
Alternativa oral: nifedipino de liberação imediata
Apresentação: nifedipino 10 mg ou 20 mg, comprimido.
- Dose: 1 comprimido, via oral, a cada 30 minutos, até PAS < 160 mmHg e PAD < 110 mmHg.
- Dose máxima: 20 mg, 3 vezes ao dia.
O guia descreve o nifedipino como alternativa eficaz em emergência hipertensiva e faz um alerta: evitar a associação com sulfato de magnésio sem monitorização.
Comparando as duas opções
| Hidralazina | Nifedipino (liberação imediata) | |
|---|---|---|
| Via | Endovenosa lenta | Oral |
| Dose | 1 a 10 mg | 1 comprimido de 10 mg ou 20 mg |
| Repetição | Após 20 a 30 minutos, se necessário | A cada 30 minutos, até PAS < 160 e PAD < 110 mmHg |
| Dose máxima | 20 mg | 20 mg, 3 vezes ao dia |
| Observação | Uso hospitalar; monitorar PA e FC | Evitar com sulfato de magnésio sem monitorização |
Hidralazina EV lenta com teto de 20 mg, ou nifedipino oral a cada 30 minutos até PAS < 160 e PAD < 110 mmHg.
Erros comuns na prescrição
- Esquecer a diluição da hidralazina. O guia orienta diluir 1 mL em 9 mL de SF 0,9% e administrar por via endovenosa lenta.
- Passar da dose máxima. O teto da hidralazina é 20 mg.
- Usar nifedipino de liberação prolongada. O esquema do guia é com nifedipino de liberação imediata.
- Associar sulfato de magnésio sem monitorizar. O guia pede para evitar essa associação sem monitorização.
No pré-natal
O Guia de Pré-Natal 2026 traz a hipertensão aguda grave na gestante dentro das patologias comuns da gestação, com hidralazina e nifedipino prescritos com diluição, intervalo, dose máxima e categoria de segurança.
Perguntas frequentes
Qual a dose de hidralazina na crise hipertensiva da gestante?
O Guia de Pré-Natal usa 1 a 10 mg EV lenta, com a ampola de 20 mg/mL diluída 1 mL em 9 mL de SF 0,9%. Pode repetir após 20 a 30 minutos, se necessário, até a dose máxima de 20 mg.
Como usar nifedipino na hipertensão grave da gestante?
Nifedipino de liberação imediata, 10 mg ou 20 mg, 1 comprimido via oral a cada 30 minutos, até PAS < 160 mmHg e PAD < 110 mmHg. O guia traz dose máxima de 20 mg, 3 vezes ao dia.
Pode associar nifedipino e sulfato de magnésio?
O guia orienta evitar a associação de nifedipino com sulfato de magnésio sem monitorização.
Fontes
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